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Monday, 14 July 2008

Kerala


Backwaters em Allepey


Basílica de Santa Cruz

Praia de Cherai


No passado fim-de-semana (12/13 de Julho 2008) visitei Kochi, uma das cidades mais importantes do estado de Kerala.
Desde o início que tinha curiosidade de visitar este estado não só pela sua beleza natural e pelo legado deixado pelos vários povos europeus mas também pela capacidade que este povo teve, com poucos recursos, em alcançar níveis de desenvolvimento humano ao nível de países desenvolvidos.
Kerala é o estado com o melhor sistema de educação da Índia. Os níveis de literacia rondam os 90% e a esperança média de vida, o estado de saúde e a equidade entre géneros destaca-se de todos os restantes estados indianos.
Na chegada percebe-se que esta região é uma Índia diferente. Uma Índia onde é possível relaxar onde o respeito pelo próximo é maior.
Nota-se que os valores tradicionais ainda estão muito enraizados e que mesmo as populações urbanas ainda têm traços de ruralidade bem presentes. Nas ruas maior parte dos homens exige o tradicional mundu e as senhoras o Sari.
Na primeira noite dormimos numa casa com arquitectura holandesa (Napier House) situada no Forte de Kochi. Fomos muito bem recebidos trataram-nos da reserva do barco-casa e do táxi.
No dia seguinte acordámos e o sol lá espreitava :) Tomámos um pequeno almoço muito agradável e partimos para Allepey.
Allepey é conhecido pelos seus inúmeros canais, lagoas e lagos. Fomos até lá para passar um dia nas famosas casa-barco.
O barco era bastante confortável com três quartos munidos de casas de banho privadas e uma sala com sofas e mesa de jantar. Durante a viagem contemplámos uma paisagem magnífica, relaxámos e jogámos monopólio.
Na manhã seguinte terminámos a viagem de barco e fomos até ao centro da cidade que constituíu uma desilusão para mim. Não vi nada de interessante... No final da tarde e desanimados pela falta de charme da cidade de Kochi fomos até ao forte.
O final da tarde acabou por se revelar muito divertido. Visitámos redes de pesca chinesas a basílica de Santa Cruz e também dedicámos tempo para compras.
No último dia fomos até à praia de Cherai para descansar um pouco e carregar energias para mais uma semana de trabalho.

Tuesday, 27 May 2008

Taj Mahal

Que melhor título para o meu post nº 100 que Taj Mahal. Um dos símbolos da Índia, uma das sete maravilhas do Mundo.
A viagem a Deli foi há cerca de dois meses atrás. Fui passar uma semana ao departamento de BPO (Business Process Operations) da Wipro em Deli. Na verdade, o meu trabalho resumiu-se a conhecer algumas pessoas e ter umas reuniões para me explicarem o funcionamento do negócio.

O facto de ter que me apresentar no escritório impediu que conhecesse Deli como queria, em Agosto terei tempo para explorar melhor a cidade.

Quinta-feira fomos ao famoso Urban Pind. Este bar digamos que salvou os meus colegas de Deli de estarem a anti-depressivos, e tornou esta aventura mais multi-cultural. Quem visitar Deli não pode perder as noites de quinta neste bar. Bar aberto e muitos estrangeiros, o sítio perfeito para fomentar novas amizades.


Eu e Ricardo a tomar as primeiras bebidas da noite.

Os Vascos na sessão fotográfica habitual.

No sábado rumámos a Agra uma cidade repleta de palácios, luxuosos fortes, jardins e os famosos mausoléus, alguns deles declarados Património Mundial da Humanidade.

Iniciámos a nossa visita pela pequena vila de Sikandra em Agra. Este lugar é conhecido pelo seu Masoléu de Akbar. Este masoléu foi construído pelo próprio imperador mongol Akbar.

É admirável a simetria arquictónica do monumento.


Eu destruindo a simetria do Masoléu.


Eu e o Kwame à entrada do Taj Mahal


As expectativas eram enormes, afinal estamos a falar de um monumento quase mais conhecido que a própria Índia. Foi considerado uma das sete maravilhas do novo mundo e obviamente é Patrimonio Mundial da Humanidade.

Um acto de amor transformado num monumento de impressionante beleza e perfeição. Este masoléu foi contruído pelo imperador xá Jahan em memória de uma mulher preferida, Mumtaz Mahal


Segurança no trabalho!!!

Para finalizar a visita a Agra fomos visitar a cidade Mongol Fatehpur Sikri. Esta cidade foi em tempos a Capital do Império Mongol. Mais tarde viria a ser abandonada e os seus tesouros pilhados. Uma cidade onde o islâmico e hindu se cruzam em perfeita sintonia demonstrando a abordagem secular de Akbar.

Constantino, Eu e Ricardo.

No Domingo ainda houve um encontro de alguns dos Portugueses que se encontram na Índia.

José, Kwame e Filipe Honrado

Joana (verde) e uma amiga Brasileira.

Acabei a semana onde comecei... No Urban Pind com o Ricardo e o Kwame numa noite Salsa.

Friday, 4 January 2008

Os Descontraídos

Sabádo 22 de Dezembro de 2007 - Saímos de casa por volta das sete da manhã em direcção ao aeroporto de Bangalore.

O vôo era às dez chegamos ao aeroporto com duas horas de antecedência e fazemos o check-in sem quaisquer problemas.

Após todos os passageiros estarem acomodados há alguns minutos, o piloto diz que teremos que sair todos do avião porque o mesmo tem um problema técnico que só pode ser resolvido sem passageiros no seu interior.

Imaginam as discussões que isto originou pessoas que iriam perder as suas escalas e mais uma hora de espera (no mínimo).

Eu e o Zé saímos do avião sem barafustar e fomos para aeroporto ver lojas e comer qualquer coisa (quase pensámos em ir dar uma volta à cidade lol). Quando estavamos a tomar o nosso brunch ouvimos qualquer palavra parecida com Kolkata (nosso destino) comentámos os dois "parece que disseram Kolkata" mas continuámos calmamente a degustar a nossa refeição ligeira.

Alguns minutos mais tarde decidimos que era melhor irmos para porta de embarque. Chegámos lá e eu digo para o Zé... "temos que ver se vemos alguma cara familiar" e deslizo sobre a cadeira para adquirir uma posição mais confortável.

Entretanto vejo um Indiano com uma cara de aflição vir na minha direcção com um intercomunicador e dizer "I found the last two passengers". Pede-nos que o sigamos e lá vamos nós a correr. Parecia os 200 metros barreiras (as barreiras eram autocarros e aviões), eu só me ria ainda tive para filmar aquilo mas pensei que podia ser demasiado arriscado...

Entrámos no avião e a hospedeira diz " Estamos todos há mais de dez minutos à vossa espera..." Eu não disse sequer uma palavra, coloco os olhos no chão e não os levanto mais até ao meu lugar. Imagino a cara de reprovação que todos os passageiros nos faziam!

mas não ficava por aqui...

Eu o Zé adormecemos durante a viagem mas a dado momento eu acordo e oiço o piloto dizer "The temperature in Hyderabad is about 24ºC" mas ainda meio estremunhado nem liguei... Passado alguns minutos começa o ritual da aterragem (colocar os cintos, por a cadeira na posição vertical.. ) Começo a ficar bastante preocupado...

Acordo o Zezito e digo-lhe "Zé estou um bocado preocupado acho que viemos parar a Hyderabad..." e ele ainda a dormir responde-me "claro que não".

Eu lá decido perguntar ao Indiano ao meu lado "Estamos aterrar em Hyderabad?" ao que ele respondeu afirmativamente... O Zé ainda incredúlo supõe que Hyderabad seja o nome do aeroporto...

Eu digo ao Indiano mas eu queria ir para Kolkata... e ele diz-me "Don't worry you can stay at the airport or you can go and see the temples and mosques..." eu e o Zé não entendemos o que ele queria dizer com aquilo mas ficámos muito assustados.

O Zé ainda querendo acreditar que era o nome do aeroporto "hyderabad" pergunta ao senhor idoso "Quanto tempo é de Hyderabad a Kolkata?" ele diz duas horas... mas nessa altura já tinhamos percebido que iamos mesmo aterrar em Hyderabad...

Desesperados decidimos expôr a situação ao senhor que acompanhava o idoso. E então ele lá nos explicou que o avião parava, os passageiros de Hyderab saiam, entravam mais passageiros e o avião voltava a descolar em direcção a Kolkata.

O susto passou, podiamos voltar adormecer, até Kolkata não havia mais paragens...